O BRADO DE UM BRAVO

Dividir meu mundo com vária pessoas

Mas tão somente as que escolherei

Porque o tempo passa rápido

Os dias são muito curtos

E Não posso ficar aqui para sempre

Apenas com você

O mundo me aguarda lá fora

Meu grito deve ser ouvido

O mais distante possível

Não restringirei meus passos

Nem meus saltos à doce segurança de um lar

Você deve entender as dinâmicas

Vim para escalar, romper obstáculos

Atingir o cume dos meus sonhos

Realizando totalmente o que me propus

Na hora do descanso

Dormirei em seus braços

Sonhando que estou voando

Um ser perfeito, alado, celestial

Que veio pra enfrentar o mal

Por isso meus inimigos conhecerão

A força de meu bastão

E se dobrarão perante minha vontade ou morrerão

E serei lembrado como o mais bravo

dos entes que desceram nessas paragens

Tive a companhia mais bela

Que podia ter encontrado

Mas como a vida é uma esfera

Um dia voltarei pro lugar que chamo de casa

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

A Carniceira

Eles viram uma moça andando na chuva.
Cabelos longos, negros, abaixo da cintura.
Pensaram: “lá vai mais uma dessas “crentes”,
essas do rabo quente, que não passam de puta”.
E puseram-se a seguí-la.
Mas a pobre moça,
aparentemente indefesa,
dirigia-se a um local ermo,
afastado do centro,
desses bem escuros,
sem movimento,
o que fez com que sorrissem e pensassem:
“essa já tá no papo hehehe”
“vai ter que dar tudo: até o rabo”
Ledo engano.
Quando chegaram para abordá-la,
eis que a "moça" se vira com uma adaga,
cravando-a mortalmente no peito
do que mais perto dela se encontrava.
Surpresa ! Terror !
do outro estuprador
que nem podia acreditar;
ao tentar agredí-la,
escorregou no lodo da calçada
caindo praticamente embaixo de sua saia.
Não teve tempo pra nada,
nem um suspiro,
ou mesmo um grito,
apenas sentiu a fina adaga afiada
penetrando lentamente em sua cara,
enfiada diretamente em seu olho,
matando-o rapidamente como um sopro.
Era o dia da caça.
A vingança da carniceira disfarçada.
É... de crente ela realmente não tinha nada .

Um comentário:

Unknown disse...

Meu "cumpadi" é um puta contador de histórias e um poeta alucinado... Além de roqueiro, pai dedicado, marido apaixonado e profissional qualificado... Valeu, Aurélio!!