Eles viram uma moça andando na chuva.
Cabelos longos, negros, abaixo da cintura.
Pensaram: “lá vai mais uma dessas “crentes”,
essas do rabo quente, que não passam de puta”.
E puseram-se a seguí-la.
Mas a pobre moça,
aparentemente indefesa,
dirigia-se a um local ermo,
afastado do centro,
desses bem escuros,
sem movimento,
o que fez com que sorrissem e pensassem:
“essa já tá no papo hehehe”
“vai ter que dar tudo: até o rabo”
Ledo engano.
Quando chegaram para abordá-la,
eis que a "moça" se vira com uma adaga,
cravando-a mortalmente no peito
do que mais perto dela se encontrava.
Surpresa ! Terror !
do outro estuprador
que nem podia acreditar;
ao tentar agredí-la,
escorregou no lodo da calçada
caindo praticamente embaixo de sua saia.
Não teve tempo pra nada,
nem um suspiro,
ou mesmo um grito,
apenas sentiu a fina adaga afiada
penetrando lentamente em sua cara,
enfiada diretamente em seu olho,
matando-o rapidamente como um sopro.
Era o dia da caça.
A vingança da carniceira disfarçada.
É... de crente ela realmente não tinha nada .
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
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Um comentário:
Meu "cumpadi" é um puta contador de histórias e um poeta alucinado... Além de roqueiro, pai dedicado, marido apaixonado e profissional qualificado... Valeu, Aurélio!!
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