O BRADO DE UM BRAVO

Dividir meu mundo com vária pessoas

Mas tão somente as que escolherei

Porque o tempo passa rápido

Os dias são muito curtos

E Não posso ficar aqui para sempre

Apenas com você

O mundo me aguarda lá fora

Meu grito deve ser ouvido

O mais distante possível

Não restringirei meus passos

Nem meus saltos à doce segurança de um lar

Você deve entender as dinâmicas

Vim para escalar, romper obstáculos

Atingir o cume dos meus sonhos

Realizando totalmente o que me propus

Na hora do descanso

Dormirei em seus braços

Sonhando que estou voando

Um ser perfeito, alado, celestial

Que veio pra enfrentar o mal

Por isso meus inimigos conhecerão

A força de meu bastão

E se dobrarão perante minha vontade ou morrerão

E serei lembrado como o mais bravo

dos entes que desceram nessas paragens

Tive a companhia mais bela

Que podia ter encontrado

Mas como a vida é uma esfera

Um dia voltarei pro lugar que chamo de casa

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Distorções e mais distorções

Distorções em nosso país ? Bobagem !
Vejam só o caso sobre a maioridade !
Ao invés de se incluir no rol de crimes
Considerados hediondos, os crimes de
Colarinho branco, ou seja, sonegação
fiscal, crimes contra o sistema financeiro,
a ordem econômica, a previdência social,
lavagem de dinheiro, corrupção etc,
eles querem diminuir a maioridade penal,
para repreender e lotar mais ainda nossas
cadeias com jóvens, em sua esmagadora
maioria negros e pobres, que cometerem
ilícitos considerados hediondos. Não é a toa
que no meio jurídico denominamos a lei dos
crimes hediondos de lei hedionda.
A sacanagem legislativa rola solta
e ninguém faz nada. A população,
em meio ao fogo cruzado de liminares
e rajadas de metralhadora, tem que se virar
e seguir alienada, vendo os big brothers da vida
onde tudo é armado para que os bonintinhos
tenham seus futuros garantidos na telinha.

Segue trecho de artigo publicado pelo Instituto
Gutenberg, Boletim Nº 8 Março-Abril de 1996.

“No Brasil o que determina a pena não é o crime,
é o criminoso (...). Uma pesquisa do senador
Eduardo Suplicy, no Censo Penitenciário de 1994,
mostrou que 95% dos 129.169 presos naquele ano
eram pobres e 87% não tinham o 1° grau completo.
O senador argumentou que o conjunto de artigos e
parágrafos das leis brasileiras sobre a prisão especial
(do Código de Processo Penal de 1941 à Lei de Imprensa
de 1967, ambos promulgados em regimes ditatoriais),
tromba com o postulado do artigo 5° da Constituição,
segundo o qual “todos são iguais perante a lei, sem
distinção de qualquer natureza”. Apresentado em 1990,
o projeto recebeu parecer favorável do senador e ex-juiz
Antonio Mariz. O parecer de Mariz não foi votado e caducou".
Bem como naquela música: “... são coisas do Brasilllllll...”

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