Nem toda criança vinga, nem toda cidade se ilumina
Mas a roda dos enjeitados sempre se agita
Enquanto a vida se esvai em mandingas
E mendigos murmuram dia a dia...
E pobres sobrevivem amiúde...
Por bem ou por mal levam consigo seu lume
Para enfrentar essa roda, dos enjeitados sem fim
(que assim como o tempo) nunca pára de rodar
e (com seu movimento) atropelar e esganar
os incautos sem lamento os sem bala no pente
e sem mala que os mande longe
A Roda dos Enjeitados traz desespero aos incrédulos
que vivem à luz dos mais espertos
e que tempo bom sempre esperam
Mas a roda agora dita: é tempo de vingança
e os excluídos finalmente esperam sua chance
enquanto sonham em subir ao púlpito da esperança
não importa a forma, por discórdia ou matança,
tentarão prorrogar ao máximo tal encontro
a maldita hora de enfrentar essa injusta roda
que não enjeita ninguém por que não escolhe,
apenas espera os que caem abruptamente
para desossá-los circularmente
um dia será a roda dos condenados
e os injustos deverão ser massacrados
pois essa maldita roda, sistemática mortalha,
apenas para o poder trabalha
mas amanhã... enfim, nossa vez de tocá-la
em nome de todos os expurgados pela justiça
e assim retirar dos poderosos suas vísceras
e de seu sangue nossa herança prometida
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