O BRADO DE UM BRAVO

Dividir meu mundo com vária pessoas

Mas tão somente as que escolherei

Porque o tempo passa rápido

Os dias são muito curtos

E Não posso ficar aqui para sempre

Apenas com você

O mundo me aguarda lá fora

Meu grito deve ser ouvido

O mais distante possível

Não restringirei meus passos

Nem meus saltos à doce segurança de um lar

Você deve entender as dinâmicas

Vim para escalar, romper obstáculos

Atingir o cume dos meus sonhos

Realizando totalmente o que me propus

Na hora do descanso

Dormirei em seus braços

Sonhando que estou voando

Um ser perfeito, alado, celestial

Que veio pra enfrentar o mal

Por isso meus inimigos conhecerão

A força de meu bastão

E se dobrarão perante minha vontade ou morrerão

E serei lembrado como o mais bravo

dos entes que desceram nessas paragens

Tive a companhia mais bela

Que podia ter encontrado

Mas como a vida é uma esfera

Um dia voltarei pro lugar que chamo de casa

domingo, 29 de agosto de 2010

SANGRE

Sangue, sangue jaz no chão
Já não circula nas veias mórbidas da solidão
não alimenta mais esse esperançoso coração
não mais vocifera contra a ilusão
nem contra as mentiras vazias da multidão

Sangue, sangue jaz no chão
No vazio escuro do meu caixão
Limpei meu quarto mas a luz invadiu meu saguão
agora estou flutuando sem sangue, lágrimas, tesão
flutuando no vermelho negro dessa vastidão

Um comentário:

Anônimo disse...

bravo aurélio,

parabéns pelo blog, vou continuar vindo aqui - abraços