O BRADO DE UM BRAVO

Dividir meu mundo com vária pessoas

Mas tão somente as que escolherei

Porque o tempo passa rápido

Os dias são muito curtos

E Não posso ficar aqui para sempre

Apenas com você

O mundo me aguarda lá fora

Meu grito deve ser ouvido

O mais distante possível

Não restringirei meus passos

Nem meus saltos à doce segurança de um lar

Você deve entender as dinâmicas

Vim para escalar, romper obstáculos

Atingir o cume dos meus sonhos

Realizando totalmente o que me propus

Na hora do descanso

Dormirei em seus braços

Sonhando que estou voando

Um ser perfeito, alado, celestial

Que veio pra enfrentar o mal

Por isso meus inimigos conhecerão

A força de meu bastão

E se dobrarão perante minha vontade ou morrerão

E serei lembrado como o mais bravo

dos entes que desceram nessas paragens

Tive a companhia mais bela

Que podia ter encontrado

Mas como a vida é uma esfera

Um dia voltarei pro lugar que chamo de casa

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

DESAGUA NA LAMA

Sim ! Sim senhor !!! Sou o dono da verdade.
Pelo menos das minhas verdades
Porém elas não são absolutas como pensas, pois,
vez ou outra, são analisadas e aprimoradas por
este que vos fala. Basta apenas um argumento convincente,
logicamente, pois argumentando e trocando idéias
chegamos sempre a um consenso. Portanto não sou irredutível
em minhas convicções, sejam elas quais forem.

Assumo, então, que sou “o dono da verdade”
Mas você, ao contrário, é o DONO DA MENTIRA
e todas elas lhe servem, caso você queira algo
Detalhe importante: suas mentiras são eternas,
Absolutas, imutáveis. Isso mesmo: imutáveis
pois você é dissimulado e as manipula
sem qualquer peso na consciência, lisura ou pudor
O que vale é contornar as situações
Enganar seus ouvintes
Direcioná-los ao abismo mais próximo
Para que despenquem em suas convicções
E sintam dependência de seus “conselhos”

Um aviso: um dia suas máscaras cairão
e junto com elas sua casa! Ou seria casca,
bem mais apropriado ao seu patológico caso.
Estás próximo ao fim, graças aos céus
(ou seria aos seus). E rirei,
fartar-me-ei qual porco na lama
Quando jogar flores em sua cama

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