Na era da velocidade absoluta
o homem almoça pensando no jantar
O tempo não urge mais, o tempo agora ruge
A busca incansável do prazer não tem fim
Oi, tchau, tipo assim ...
A vida oscila, presa entre os ponteiros do relógio
E a necessidade de senhas de acesso
A fome come milhares de um lado
Enquanto do outro, a fartura festeja os louros
de uma vitória sem luta, gratuita
Os escravos, alheios à sua condição social
Cantam e dançam em carnavais e estádios de futebol
Embaladosalcoolizados, inebriadosbombardeados
Pela propaganda de um mundo perfeito à vossa disposição
Onde a mercadoria e o consumismo são vendidos como
únicos depósitários de felicidades absolutas,
perfeitamente imaginárias, e assim, permanecem de olhos cerrados
enquanto os fascínoras organizam-se para colher a féria do dia
A moeda como única e última hóstia mundial
Mas não se enganem, meus irmãos, no breu do submundo
Rumina uma vontade de destruição implacável
Uma potência não satisfeita, atômica, desejável
que um dia cobrará o preço com a morte - impagável
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